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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Rubem Valentim

Rubem Valentim nasceu na cidade de Salvador, na Bahia, na data 9 de novembro de 1922 e morreu em São Paulo na data 30 de novembro de 1991. Ele foi pintor, escultor, gravador e professor baiano. É considerado um dos grandes pintores construtivistas brasileiros e foi considerado um dos maiores artistas representantes da cultura afro-brasileira.

Rubem Valentim começou a pintar na década de 1940. Entre 1946 e 1947, se vinculou no movimento da renovação da arte e da letra na Bahia. Ele se formou em 1953 quando passou a escrever artigos sobre arte.

Depois de viajar para Rio de Janeiro, foi professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de historia da arte, no Instituto de Belas Artes.

Em 1963 viajou para Roma, onde ficou por três anos. Ficou em Brasília, após ter voltado de Roma.

Em 1972 fez um mural de mármore, considerado sua primeira obra pública, para o edifício-sede da Novacap em Brasília. Em São Paulo realizou escultura de concreto, como o “Concreto Armado” que fica na Praça da Sé.


Thales Castro

Referências:

http://educacao.uol.com.br/artes/rubem-valentim.jhtm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rubem_Valentim

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Azulejo contemporâneo

A tradição da azulejaria na arquitetura do Brasil está também em Brasília onde existem painéis criados por Athos Bulcão nas obras de Oscar Niemayer. Paradoxalmente, nos anos que se seguiram essa arte foi muito esquecida no Brasil. Por décadas, a azulejaria desapareceu dos painéis e mesmo estes passaram ao largo da arquitetura brasileira.

Felizmente, alguns artistas começam a resgatar essa arte, como Calu Fontes, em São Paulo, e Alexandre Mancini, que honra a tradição mineira e que continuou a arte de Athos Bulcão. Eles são dois profissionais que estão produzindo releituras extremamente criativas.

A impressão que se tem é que ultimamente o radicalismo na arquitetura esteja sendo abandonado em prol de uma estética mais livre e sem preconceitos, e

nfim, o abandono do “less is more”. Resumindo, por motivos

que não podemos diagnosticar com precisão, a azulejaria talvez esteja renascendo. O que é mais do que bem-vindo.



































Thales Castro

Referências:

http://delas.ig.com.br/casa/decoracao/a+volta+da+azulejaria/c1237659511376.html#5


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Charge do 2° turno das eleições



















Faixa decorativa

A faixa decorativa é formada por um serie de desenhos repetidos que ficam um do lado do outro formando uma faixa que é usada para decorar diversos tipos de ambientes, como em festas, shows, etc.


Thales Castro

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Painel Decorativo

Um painel decorativo é aquele painel que serve para enfeitar um determinado lugar para comemorar uma data, representar alguém, entre outros.


Thales Castro

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Resumo da aula 06/10/2010

Esta aula foi muito legal e no mesmo tempo difícil, pois eu e meu grupo tivemos que fazer uma maquete do Congresso Nacional. Foi muito difícil terminar a tempo, tivemos que acelerar a velocidade se não nós não íamos conseguir. Teve uma hora que não tínhamos mais tinta, mas depois conseguimos achar um resto, foi pouco mais deu. No final deu tudo certo, a maquete bem feita, a nota máxima, o professor gostou, o grupo comemorou. O professor tinha deixado tirar fotos da maquete, e essas fotos ficaram bem legais.


Thales Castro

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Resumo da aula 29/09/2010

Nesta aula de artes, o professor pediu para entregar a pesquisa que ele mandou para casa na semana passada. Depois dele fazer isso ele mandou os alunos lerem suas pesquisas que foi sobre Oscar Niemeyer. Poucas pessoas leram porque estavam com vergonha. Depois de todo mundo ler o professor passou algumas coisas sobre Oscar Niemayer para copiar no caderno de desenho.


Thales Castro

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Oscar Niemeyer

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho mais conhecido como Oscar Niemeyer que nasceu em Rio de Janeiro, na data 15 de dezembro de 1907 é um arquiteto brasileiro. Ele é considerado um dos mais influentes na arquitetura moderna internacional. Foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado.

Um dos seus trabalhos mais conhecidos são os edifícios públicos que desenhou para a cidade de Brasília.

Oscar Niemeyer foi um arquiteto que planejou Brasília, o conjunto arquitetônico da Pampulha em Belo Horizonte, o Museu de Arte Contemporânea, o Memorial da Cabanagem em Belém, entre outros.


Thales Castro

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer

A arte e a arquitetura no século XX

A arte e a arquitetura se misturaram a partir do século XX. Vários prédios são verdadeiras esculturas e as cidades passaram a ter planos de desenvolvimento em vez de crescerem aleatoriamente. Começaram a se preocupar com a beleza nas cidades. Não eram mais restritas a museus e galerias as obras de arte. Essas obras de arte passaram a ter mais presença em ruas, praças, estações de metrô e trens, entre outros,

Um exemplo de cidade com a arquitetura moderna é a cidade de Brasília.

Oscar Niemeyer foi um arquiteto que projetou vários lugares como Brasília, o conjunto arquitetônico da Pampulha em Belo Horizonte, o Museu de arte contemporânea de Niterói, o Memorial da Cabanagem em Belém, entre outras coisas que ele planejou.


Thales Castro

Mosaico

Mosaico que é também conhecido como arte musiva, é feita com pequenas peças de pedra, vidro, mármore, cerâmica, conchas, entre outros, formando vários desenhos com o objetivo do mosaico é enfeitar e decorar alguns tipos de plano, como parede, teto e piso.

A palavra mosaico tem origem grega mouseîn, que significa próprio das musas. É uma arte decorativa milenar, que teve seu apogeu na época greco-romana.

O mosaico consiste na colocação de pedra, como mármore e granito moldado, pedras semipreciosas, pastilhas de vidro, seixos e outros materiais, em qualquer superfície. Hoje o mosaico é utilizado artisticamente, na decoração de ambientes interiores e exteriores.


Thales Castro

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosaico

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Arte contemporânea

Na metade do século XX, nos anos 1950 houve movimentos artísticos ainda mais livres que vieram da Europa que chegou aqui no Brasil por meio de artistas como Waldemar cordeiro e Lygia Clark. Ocorreram varias exposições realizadas como no Museu de Artes de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro e da 1ª Bienal Internacional de Artes de São Paulo.

Os artistas abstracionistas nem sempre utilizavam figuras reais para representar paisagens, objetos, seres vivos ou mesmo sentimentos.

Waldemar cordeiro, Lygia Clark e vários outros artistas começaram a criar outras formas de expressão.

O abstracionismo é dividido em duas partes, o geométrico e o informal.

A forma geométrica é quando se usam figuras geométricas na obra como na obra de Waldemar cordeiro chamada “movimento”.

A forma informal é quando as formas são livres e soltas formando manchas, riscos, pingos e etc. como podemos ver na obra de Manabu Mabe que se chama abstracionismo

A primeira artista a fazer uma obra que as pessoas podiam manuseá-las é Lygia Clark. Esta obra foi feita com placas de metal que podem ser movidas por causa das dobradiças existentes nela.


Thales Castro

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Historia do mosaico



A palavra mosaico tem origem nas antigas civilizações como o antigo Egito e a mesopotâmia do termo “mosaicon” que significa “musa” e quer dizer “paciência das musas”;

O “Estandarte de Ur” (3500 A.C) é considerado por muitos historiadores como o mosaico mais antigo que é conhecido, onde foi encontrado na Suméria (antiga mesopotâmia) que atualmente é o atual Iraque. Trata-se de dois painéis retangulares que são feitos de mármore, arenito avermelhado, lápis lazúli e conchas.

Possui duas faces que foram trabalhadas, numa das faces são narradas cenas de guerra, com o rei e seu escudeiro num carro veloz que corre e espezinha seus inimigos, os vencedores conduzem os prisioneiros, os quais atados em pares, são apresentados ao rei.

Em sua outra fase, mostra-se cenas da vida domestica de um dos reis sumérios.

O mosaico tem momentos fragmentados desde o seu inicio até os dias de hoje.

A arte do mosaico começou no séc.VIII A.C., quando o povo grego utilizava pedras cortadas em cubos para pisos,refinando a técnica no séc.V A.C.

Na Grécia foi encontrado um dos documentos mais antigos relativo à arte do mosaico nos meados do século III A.C

Num fragmento de papiro se descreve o método para execução de um pavimento numa sala de banhos.

Na época do império Romano, a arte do mosaico se espalhou pelos templos, teatros, estabelecimentos públicos, lojas,mercados,etc.

Os materiais utilizados nos mosaicos eram os mármores da região e de procedências longínquas, como os oriundos da África.

O vidro surgiu no período Helênico que foi um dos principais materiais utilizados pelos bizantinos na decoração das paredes, tetos e pisos. No séc. 50 A.C., o principal produtor de mosaicos era a Itália. O estilo Bizantino se espalhou pela Europa e decaiu no início da Renascença.

Os mosaicos bizantinos Justinianos que são os mais importantes são os das igrejas de Ravena com na igreja São Vital que estão representados o imperador Justiniano e Teodora, com seus séquitos

Durante o século VII se produz um renascimento da arte musivária,que se expande, desde de Constantinopla, em duas direções: uma que vai ao oriente e a outra vai ate o ocidente.

No oriente, os mosaicos revestiam as pinturas murais,os muros e tetos de muitos edifícios omíadas, levantados nesse período. Porem, ao contrário das pinturas, que perduram vários séculos, os mosaicos deixaram de ser executados em pouco tempo.

Estes mosaicos eram obras realizadas por artistas bizantinos cedidos pelo imperador de Constantinopla, a pedido do califa Walid ibn Add al-Malik.Foram decoradas as mesquitas de Meca, Medina e Damasco

A Mesquita de Damasco (Síria) é um monumento belissimo, não só pela construção mas também pela riqueza da decoração musivária, incluindo tesselas de ouro.


REFERENCIAS:

http://yonelins.tripod.com/historia/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Edvard munch

Edvard Munch nasceu em Löten, na Noruega, em 12 de dezembro de 1863, e estudou arte em Oslo. Começou a pintar em 1880, primeiramente retratos e depois uma série de quadros naturalistas que testemunham sua rejeição do impressionismo da época. É característico dessa fase o quadro "Criança doente" (1886).

Apesar do escândalo causado pela exposição de suas obras em Oslo, Munch ganhou uma bolsa de estudos em 1889. Morou na França, na Alemanha e na Itália, e somente após 18 anos regressou à terra natal. Em Paris, fez contato com os pós-impressionistas, especialmente Toulouse-Lautrec e Gauguin, de quem recebeu reconhecida influência.

Interessado também no realismo social de Ibsen, criou para o escritor os cenários e figurinos da peça Peer Gynt, montada em Paris em 1896. A atmosfera sombria, os nus e retratos espectrais de Munch inspiram-se em Ibsen, mas a partir de 1890 seu expressionismo adquiriu caráter simbolista, de teor quase histérico em "O vampiro", "A angústia" ou "O grito".

Em Paris, pintou ainda "Frisa da vida", que considerou a síntese de sua obra. Em Berlim, entre 1892 e 1908, conheceu August Strindberg e influiu na evolução do expressionismo alemão.

Em 1910, definitivamente de volta à Noruega, Munch renovou sua pintura com um estilo não menos vigoroso mas de cores claras, em que se abranda o espírito trágico das obras anteriores. São dessa fase os murais "O sol", "A história" e "Alma mater", que criou de 1910 a 1915 para a Universidade de Oslo.

A maior parte de sua obra, inclusive admiráveis litografias e xilogravuras como "Moças na ponte" e "Noite branca" (1911), pode ser vista no museu de Oslo que recebeu seu nome. Edvard Munch morreu em Ekely, próximo a Oslo, em 23 de janeiro de 1944.


FONTE: http://www.pitoresco.com.br/universal/munch/munch.htm

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Aldemir Martins

8/11/1922, Ingazeiras (CE)

5/2/2006, São Paulo (SP)

A natureza e a gente do Brasil são os temas mais freqüentes da obra do artista plástico cearense Aldemir Martins: em seus desenhos, gravuras e quadros, vêem-se cangaceiros, galos, peixes, gatos, frutas e paisagens têm a marca registrada da brasilidade, nos traços fortes e nas cores vibrantes, em que se mesclam influências cubistas e fauvistas, resultando num estilo muito peculiar e original.

Desde menino, Aldemir dedicou-se ao desenho. No colégio militar, tornou-se monitor de desenho de sua classe e, no Exército, ao qual serviu entre 1941 e 1945, venceu um concurso das oficinas de material bélico, recebendo a curiosa patente de "Cabo pintor".

Ainda no início dos anos 1940, o pintor agitou os meios artísticos cearenses, criando com Mário Barata e Antônio Bandeira, entre outros, o Grupo Artys e a SCAP - Sociedade de Artistas Plásticos. Nessa época, fez sua primeira exposição, no 2º Salão de Pintura do Ceará e trabalhou como ilustrador em jornais de Fortaleza.


Ao dar baixa do serviço militar, em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde participou de uma coletiva do Salão Nacional de Belas Artes e começou a ganhar renome nacional. No ano seguinte, mudou-se para São Paulo e realizou sua primeira individual, na seção paulista do Instituto dos Arquitetos do Brasil.

A partir de 1947, estava nos principais salões de arte do país e recebeu vários prêmios. Em 1949, fez um curso de história da arte com Pietro Maria Bardi e tornou-se monitor do Masp, onde também estudou gravura com Poty e conheceu sua segunda mulher, Cora Pabst. Após uma viagem ao Ceará, em 1951, Martins decidiu retornar a São Paulo num caminhão pau-de-arara. Com essa experiência, iniciou uma série de desenhos de temática nordestina, que caracterizaria sua carreira.

Participou também de importantes mostras competitivas como as duas primeiras bienais de São Paulo, sendo premiadas em ambas, e na Bienal Internacional de Veneza de 1956, na qual recebeu o Prêmio Internacional de Desenho, sua consagração definitiva.


Aldemir Martins viveu em Roma entre 1960 e 61, mas depois retornou a São Paulo, onde permaneceu até o fim da vida. Vale a pena ressaltar que, como artista, nunca se acomodou, não recusando a inovação, nem limitando sua obra, mas surpreendendo pela constante experimentação. Trabalhou sobre suportes diversos, como caixas de charuto, telas de linho, de juta e de tecidos variados.


Muitos de seus desenhos e pinturas foram reproduzidos em produtos industrias como pratos, bandejas, xícaras e embalagens. Além disso, foram usadas na abertura da telenovela "Gabriela, Cravo e Canela", baseada na obra de Jorge Amado.

Aos 83 anos, por volta das 19h30 do domingo 5 de fevereiro de 2006, sofreu um infarto em sua casa no bairro do Ibirapuera. Segundo seu genro, "foi uma morte quase natural, de insuficiência cardíaca. Ele estava muito velhinho já e tinha sido internado várias vezes no ano passado".


FONTE: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u683.jhtm

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pablo Picasso

Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, ou simplesmente Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973), foi um pintor, escultor e desenhista espanhol, tendo também desenvolvido a poesia.

Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas e cerâmica, usando, enfim, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como sendo o co-fundador do Cubismo, junto com Georges Braque.


FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Picasso

terça-feira, 27 de julho de 2010

Artistas que usam colagem na arte em suas obras

A colagem como procedimento técnico tem uma história antiga, mas sua incorporação na arte do século XX, com o cubismo, representa um ponto de inflexão na medida em que liberta o artista do jugo da superfície. Ao abrigar no espaço do quadro elementos retirados da realidade - pedaços de jornal e papéis de todo tipo, tecido, madeira, objeto e outros -, a pintura passa a ser concebida como construção sobre um suporte, o que dificulta o estabelecimento de fronteiras rígidas entre pintura e escultura. Fruteira e Copo, 1912, de Georges Braque (1882 - 1963), é considerada uma das primeiras colagens da arte moderna. A partir desse momento, a técnica é largamente empregada em diferentes escolas e movimentos artísticos, com sentidos muito variados. Pablo Picasso (1881 - 1973) encontra no novo recurso um instrumento de experimentação inigualável, que tem início com Copo e Garrafa de Suze, 1912, parte de uma série em que são utilizados papéis e desenhos a carvão.


O uso de papéis colados abre pesquisas cubistas em novas direções. A utilização cada vez mais livre de materiais heterogêneos, não só papel, dá origem a objetos tridimensionais e relevos. Nessa direção, Juan Gris (1887 - 1927), outro grande nome do cubismo que trabalha exaustivamente com colagens, define a pintura como "espécie de arquitetura plana com cor". As colagens de Braque, Picasso e Gris despertam o interesse de artistas dos círculos cubistas mais próximos e mais distantes. Albert Gleizes (1881 - 1953), Louis Marcoussis (1883 - 1941), André Derain (1880 - 1954), Robert Delaunay (1885 - 1941) e Sonia Delaunay-Terk (1885 - 1979), entre outros nomes do circuito parisiense, passam a fazer uso de colagens em suas composições. Na escultura - também realizada por Braque e Picasso -, os trabalhos de Alexander Archipenko (1887 - 1964), Jacques Lipchitz (1891 - 1973), Vladimir Tatlin (1885 - 1953), Pablo Gargallo (1881 - 1934) e Henri Laurens (1885 - 1954) são exemplos da articulação entre superfícies e volumes, em consonância com o programa das colagens cubistas.


Os princípios de composição inaugurados pelas colagens encontram seguidores em todo o mundo, o que não significa falar em generalização uniforme, mas em interpretações distintas de um mesmo procedimento. Na Itália, um diálogo cerrado com o meio francês leva os artistas reunidos em torno do futurismo a praticar colagens em sentido cubista estrito. Um traço destacado da produção futurista - em Umberto Boccioni (1882 - 1916) e Gino Severini (1883 - 1966), por exemplo - diz respeito à atenção dedicada ao mundo moderno, sobre o qual os artistas se debruçam sistematicamente, por meio de comentários que fazem à guerra, - tecnologia, velocidade, violência etc. Os trabalhos de Giacomo Balla (1871 ou 1874 - 1958) e Luigi Russolo (1885 - 1947) apontam rumo às pesquisas abstratas. Na Rússia de Kazimir Malevich (1878 - 1935) e Tatlin, as conquistas cubistas adquirem novas feições. As colagens aderem às tendências construtivas em pauta, ganhando destaque os princípios de composição propriamente ditos e o poder expressivo dos materiais, por exemplo nos "relevos pictóricos" de Tatlin.


Diverso é o resultado da técnica no interior do movimento dada. Em Marcel Duchamp (1887 - 1968) e Francis Picabia (1879 - 1953), nota-se uma radicalização dos procedimentos usuais da colagem, numa clara recusa ao que eles consideram a rigidez cubista. Nos trabalhos de Kurt Schwitters (1887 - 1948), a ênfase recai sobre elementos e materiais diversos, que encontram seu exemplo mais acabado nas obras Merz, 1919. "A pintura Merz", diz ele, "não utiliza só a cor e a tela, o pincel e a paleta, senão todos os materiais percebidos pelos olhos e todas as ferramentas necessárias." Com Max Ernst (1891 - 1976), ampliam-se as possibilidades da colagem. Nota-se uma articulação imprevista dos elementos e uma abertura mais direta ao irracional, no que é seguido pelos surrealistas, que levam ao limite a idéia de associação de elementos díspares e de construção de uma "realidade irreal", por exemplo, em Joán Miró (1893 - 1983), Yves Tanguy (1900 - 1955), René Magritte (1898 - 1967), André Masson (1896 - 1987) e Salvador Dalí (1904 - 1989). Diferente é a trajetória seguida pelos artistas ligados a Bauhaus quando empregam a colagem e a montagem como parte de seu programa pedagógico. Distinto também o sentido que Henri Matisse (1869 - 1954) atribui aos papéis colados que utiliza na obra de maturidade, em que a pesquisa da forma liga-se diretamente à exploração da cor.


Nas artes plásticas brasileiras, as colagens foram testadas por diferentes artistas, por exemplo, nas obras de Carlos Scliar (1920 - 2001), Piza (1928), Guignard (1896 - 1962), Jorge de Lima (1893 - 1953) e Athos Bulcão (1918 - 2008). São elas que também oferecem possibilidades aos relevos espaciais de Hélio Oiticica (1937-1980) e os casulos e bichos de Lygia Clark (1920-1988).




FONTE: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=369

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A Arte da Colagem (por Armando Brás)

Arte popular, arte aplicada, ou expressão artística, a colagem tem sido utilizada desde a antiguidade.
Os primeiros exemplos provêm do Japão através da arte caligráfica em que são famosas as tábuas-poema, os “poemas colados” em tiras verticais sobre uma superfície, datados do século XII.

A palavra colagem é a forma substantiva do verbo colar, derivado do latim “collare”. Curiosamente, algumas línguas latinas, como o castelhano, não dispõem desta expressão, sendo adotada a palavra francesa “Collage”.

Sendo considerada uma técnica expressiva, com possibilidades ilimitadas, poderíamos definir a colagem como uma técnica plástica que utiliza materiais heterogêneos que, juntos ou sobrepostos, se colam a um suporte. Mas a colagem é mais do que isto…
É a Picasso e a Braque que se deve a adoção desta técnica particular com a inserção na pintura de diferentes tipos de materiais, como papéis decorados, jornal, madeira, oleado, plástico, tecido, areia, enfim, toda uma vasta gama de materiais.

Na altura em que o cubismo se encontrava em pleno desenvolvimento, na primavera de 1912, Picasso executou uma série de desenhos a carvão aos quais acrescentou outros materiais, como bocados de papel usados na decoração de paredes e pedaços de jornal. Além disso, introduziu nas suas pinturas números e palavras impressas.

A idéia de Picasso, de início considerada apenas divertida e corajosa, constitui na realidade uma verdadeira REVOLUÇÃO na pintura, e não só do ponto de vista técnico.

Com a nova técnica da colagem, Picasso rompeu a tradicional compostura da pintura a óleo, baseada no respeito pelos materiais clássicos da cor e do suporte, quebrando a regra, até aí intocável, que exigia para a realização dos quadros o uso exclusivo dos materiais tradicionais: as tintas a óleo e o suporte de tela.

A colagem tornava-se assim uma montagem de três dimensões, um objeto composto por variados materiais de uso diário, e mesmo de desperdícios, que assim expressava de uma forma direta a realidade e o quotidiano.

Estas técnicas representavam uma recolha importante face à concepção tradicional da obra de arte. Assim podemos afirmar que a colagem foi a expressão artística que rompeu com séculos de pintura tradicional, tornando-se o arquétipo de todas as vanguardas que fizeram o século XX e toda a arte moderna.



FONTE: http://entrelinhas.livejournal.com/78205.html